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terça-feira, 31 de março de 2009

Amor de mãe quebra preconceitos


Descobrir a homossexualidade de um filho não é uma tarefa fácil. Passam pela cabeça dos pais várias idéias errôneas a respeito do assunto. O caso de Edith Modesto não foi diferente. Ao contrário, o desespero e a ignorância da mãe fizeram com que ela fundasse o Grupo de Pais de Homossexuais, em 1997.


Até 1999, o grupo era formado apenas por quatro mães. A partir do surgimento da organização na internet, no mesmo ano, O GPH cresceu e ganhou vários adeptos. O GPH hoje conta com a participação de mais de 200 associados em todo o Brasil.

Para conhecer mais sobre Edith Modesto e o GPH, clique aqui.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A coragem e determinação de um militante


Eleito vereador no ano passado na cidade de Alfenas, interior de Minas Gerais, Sander Simaglo obteve 629 votos. Parece pouco se comparado ao trabalho que ele exerce no movimento LGBT da região. Fundador do primeiro e único grupo homossexual da cidade, advogado de formação e defensor dos direitos humanos. Ao atingir um cargo público no legislativo, deixa claro que vai dar continuidade ao trabalho na ONG Movimento Gay de Alfenas e Região Sul de Minas (MGA), fundada por ele.

Dos 88 candidatos dedicados ao movimento LGBT no Brasil, apenas quatro se elegeram. Sander ressalta - em entrevista ao site E-Jovem - que “gay realmente não vota em gay”. Ele complementa que “o material de campanha não pode ser focado somente nessa comunidade”. Para ele, dos mais de 600 votos obtidos, cerca de 10% representa o voto homossexual em Alfenas.

Ele ainda destaca nesta entrevista que não representa apenas a voz dos homossexuais da cidade, mas toda a região. “A cidade me elegeu e espera muito mais de mim”, sintetizou Sander.

Resta agora desejar um excelente mandato para o vereador Sander Simaglo, militante gay de Alfenas.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O paraíso também é dos gays


Militante gay. Um dos pioneiros no movimento homossexual do sudeste brasileiro. Talvez você não conheça, mas João Silvério Trevisan escreveu grande parte da literatura relacionada à homossexualidade no país. Juntamente com o seu namorado na época, fundou a primeira entidade voltada para os direitos LGBT, o grupo Somos, no final da década de 70. Além disso, Trevisan participou do primeiro jornal gay do Brasil, Lampião da Esquina, no mesmo período.

Aos 61 anos, Trevisan comenta sobre o avanço do movimento homossexual no Brasil no livro Devassos no paraíso: a homossexualidade no Brasil da colônia à atualidade. Em sua sexta edição, a obra literária é considerada por especialistas na área da literatura e dos estudos queer a bíblia gay. É uma excelente leitura para compreender a homossexualidade inserida em cada momento histórico do país e relacioná-los com a contemporaneidade.

Em entrevista concedida à MGM Revista no ano de 2005, Trevisan faz uma análise do movimento homossexual na atualidade. Ele acredita que a relação das entidades LGBTs com determinados partidos políticos impedem o contato com a população homossexual. Nas palavras de Trevisan, “tornamo-nos reféns do partido, por mediocridade e interesse de boa parte da militância. (...) A tendência é perder o senso crítico e a autonomia enquanto instituição social. E pior, toda essa postura política arrogante, de donos da verdade, impede o contato com a massa homossexual. Estamos condenados a ser uma organização de classe média, com honrosas exceções, como no caso das paradas que acontecem só uma vez por ano”.

Na mesma entrevista, Trevisan deixa claro que não se considera um líder gay. Para ele, “cada gay deveria usar a sua voz para depois integrar-se a um grupo”. Trevisan se identifica simplesmente como “um estudioso da homossexualidade e sempre um apaixonado pelo amor”.