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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Homofobia bate recorde na Bahia e no Brasil em 2008

Segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), o Brasil e a Bahia estão em primeiro lugar nos casos de homofobia nos últimos dois anos. Enquanto em 2007, 18 homossexuais foram assassinado; em 2008, esse número já ultrapassou o ano anterior com 22 gays, lésbicas e travestis. O que poucos sabem é que a homofobia não é apenas o ato de agressão física ou homicídio. O ex-presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, conta que a homofobia “necessita ser compreendida também como violência psicológica, isto é rejeição, depreciação, indiferença, discriminação ou desrespeito ao outro por conta de sua sexualidade”. Abaixo, veja as tabelas comparativas em relação aos casos de homofobia na Bahia, no Brasil, em outros países da América e o vídeo com os principais casos de homofobia na Bahia:





Para o presidente do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott, os casos de homofobia não são noticiados pelos veículos de comunicação. Ele ainda explica que as motivações que levam um indivíduo a assassinar um homossexual são “o machismo, a própria violência generalizada da nossa região e à afoiteza, ao risco que os próprios gays e travestis correm mais do que no sul, onde talvez sejam mais cautelosos em selecionar seus parceiros”, ressalta.

O estudante Diego Lima, de 18 anos, deixa claro que o preconceito está presente em todos os lugares, mas ele afirma não se importar com a homofobia que sofre continuamente. “Sempre rola preconceito. O preconceito existe em qualquer local por qualquer pessoa, até dentro da própria família”, afirma.

A psicóloga Iolanda Brandão destaca que os gays que sofrem discriminação por motivação homofóbica “se sentem excluídos, com baixa-estima, amedrontado, angustiado e infeliz”. Ela ainda conta que é fundamental esses indivíduos procurarem ajuda psicológica para solucionar estes problemas causados pela discriminação.

O GGB realiza a campanha Gay vivo não dorme com o inimigo que traz alguns cuidados para os homossexuais não sofrerem nenhum tipo de homofobia. Abaixo, tem algumas dicas para evitar a ocorrência deste crime:





terça-feira, 18 de novembro de 2008

Luiz Mott na revista Muito


O antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, foi entrevistado pela repórter Tatiana Mendonça da Revista Muito, anexo ao jornal impresso A Tarde. Mott foi perguntado principalmente sobre as conquistas do movimento homossexual nos últimos 30 anos.

A entrevista na íntegra pode ser lida no site: http://www.atarde.com.br/muito/abreaspas/index.jsf?post=1009675

A foto utilizada na postagem foi capturada no link acima.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A repercussão de Leo Kret após a eleição


Sem dúvida, Leo Kret marcou história junto ao movimento LGBT do Brasil, pois foi a única transexual a ser eleita para um cargo político no Brasil nas eleições desse ano. Os outros 69 gays, lésbicas, travestis e transexuais que tentaram uma vaga na política brasileira não conseguiram chegar lá. Então, a quarta vereadora mais eleita de Salvador deve ter muito cuidado com os opositores e principalmente com aquilo que diz na mídia.

Afirmo isso porque a transexual declarou em entrevista a um veículo de comunicação que "o Grupo Gay da Bahia não a apoiou na trajetória política". Fato inverídico, pois fui testemunha que Cristiano - coordenador do GGB - sempre deixou claro que Leo Kret e Marcelo Cerqueira eram os únicos candidatos que poderiam conversar com os freqüentadores da instituição.

Luiz Mott respondeu à afirmação de Leo Kret ao enviar um texto para o jornal A Tarde. O artigo foi publicado na última quarta-feira e gerou muita repercussão entre os homossexuais. A vereadora eleita logo foi ao GGB para pedir apoio ao coordenador Cristiano, pois o apoio do Grupo é fundamental para a elaboração dos projetos que Leo Kret deseja apresentar na Câmara. Além disso, Leo Kret precisa do apoio do GGB para se fortalecer e conhecer mais sobre o movimento.
Então, Leo Kret, agora vereadora, precisa representa o grupo LGBT dentro da política local e fazer os homossexuais terem orgulho da presença dela dentro da Câmara Municipal.

Textos relacionados à eleição de Leo Kret: